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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Gustavo Lima e Lukas Moraes disputam reality internacional por vaga nas 24 Horas de Le Mans.


O Brasil pode ter mais um piloto no grid das 24 Horas de Le Mans de 2015. Isso porque os jovens Gustavo Lima e Lukas Moraes, ambos com 18 anos, vão integrar o elenco do programa internacional ‘Race To 24’, inovador e ambicioso projeto promovido pelo Team SARD-Morand e que premiará o vencedor com a grande chance de disputar a icônica prova, que faz parte da chamada Tríplice Coroa do automobilismo mundial (ao lado das 500 Milhas de Indianápolis e do GP de Mônaco de F1) e é a principal corrida do calendário do Campeonato Mundial de Endurance (WEC).

Ao todo, 24 pilotos de 17 nacionalidades diferentes farão parte do programa. O projeto é encabeçado por Benoît Morand, comandante da equipe suíça, e o piloto austríaco Christian Klien, que já correu na F1 em equipes como a Red Bull e tem grande experiência no endurance. Ao todo, o processo de seleção será exibido via internet em 12 episódios que serão veiculados no site www.raceto24.com. Os pilotos enfrentarão diversos desafios físicos e mentais, passando pelos Alpes Suíços, os circuitos de Yas Marina, em Abu Dhabi, e Fuji, no Japão, além de outras localidades, até o circuito de Sarthe, onde acontece as 24 Horas de Le Mans.

Em 2015, Gustavo Lima se prepara para a estreia no Campeonato Brasileiro de Turismo, após três anos correndo na Europa (na Fórmula Renault Alps e Fórmula 4 Inglesa). Para o brasiliense, fazer parte do ‘Race To 24’ será uma grande oportunidade para ganhar experiência e evoluir como piloto, e brigar pela vaga na mais famosa corrida de longa duração do automobilismo mundial.


Atual vice-campeão da Fórmula 3 Brasil, Lukas Moraes também tem experiência no automobilismo europeu, onde correu na Fórmula Abarth Italiana. De olho em novos rumos na carreira para 2015, o paulista considera o endurance como uma grande possibilidade, e participar de um projeto inovador como é o ‘Race To 24’ será importante, sobretudo para mostrar seu potencial para uma das grandes equipes do WEC.

Como prêmio, o vencedor, além da participação nas 24 Horas de Le Mans, fará parte da equipe no restante da temporada do WEC e dividirá a condução do protótipo Morgan Evo-SARD #43 com os experientes Pierre Ragues e Oliver Webb.


Gustavo Lima:
“Disputar uma corrida tão importante como as 24 Horas de Le Mans é um sonho para qualquer piloto. Participar da competição vai ser muito interessante, e uma experiência incrível para minha carreira, tenho certeza que vou aprender muito. Uma chance como esta não aparece todo dia, então estou muito empolgado para começarem os desafios”.

Lukas Moraes:
“Estou extremamente contente com a oportunidade de participar do Race to 24! Só de pensar em disputar as 24 Horas de Le Mans já é um sonho. Estar entre esses 24 pilotos me deixa muito feliz, é um reconhecimento de tudo que tenho feito nesses últimos anos. Será uma competição muito acirrada e vou chegar bem preparado para dar o meu máximo e tentar ir o mais longe possível”.

Benoît Morand:
“Estou muito contente por estarmos fazendo isso. Os espectadores vão se surpreender com o quão difícil é o desafio de correr em Le Mans. Estamos certos de que todos ficarão completamente envolvidos em todo o processo de seleção, que terá uma abordagem inteligente e será uma história muito humana”.

Lista de pilotos inscritos no ‘Race To 24’ (em ordem alfabética):
Advait Deodhar (Índia)
Armando Parente (Portugal)
Brandon Newey (EUA)
Christopher Haase (Alemanha)
Conor Daly (EUA)
Dino Zamparelli (Grã-Bretanha)
Esteban Guerrieri (Argentina)
Fabién Thuner (Suíça)
Gustavo Lima (Brasil)
Ines Taittinger (França)
Jonathan Summerton (EUA)
Jules Gounon (França)
Laura Kraihamer (Áustria)
Lukas Moraes (Brasil)
Martin Cao (China)
Marvin Dienst (Alemanha)
Max Snegirev (Rússia)
Melville McKee (Grã-Bretanha)
Mitchell Gilbert (Austrália)
Raed Raffi (Bahrein)
Sam Brabham (Grã-Bretanha)
Shinya Michimi (Japão)
Stefan Radzinski (Canadá)
Vicky Piria (Itália)

Fotos: Carsten Horst/Hyset e Jakob Ebrey - Fonte: Eversports

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

FIA WEC: Audi R18 e-tron quattro.


Este é o novo Audi R18 e-tron quattro, com o qual a equipe irá competir no Mundial de Endurance de 2014 e na tradicional 24 Horas de Le Mans. A Audi diz que o R18 e-tron quattro 2014 foi reconstruído a partir do zero, mesmo que o carro pareça uma evolução do seu antecessor. O fabricante teve que reconstruir o R18 por causa dos regulamentos LMP1 para 2014. O novo modelo e-tron quattro é alimentado por uma versão revisada do motor TDI V6 para as rodas traseiras e um sistema híbrido para o eixo dianteiro.

O novo Audi R18 vêm com um sistema otimizado de armazenamento de energia, e um sistema híbrido com um turbo charger elétrico no motor de combustão interna chamado de ERS-H (Sistema de Recuperação de Energia Calor). Segundo o fabricante esta nova versão gastará 30% menos combustível que seu antecessor. O R18 (2014) é 10 cm mais estreito e 20mm mais alto que a versão anterior, por outro lado, o cockpit ganhou maior espaço.


Outra mudança foi na asa dianteira, que tem uma aba em vez de um difusor, a traseira apresenta várias novidades na aerodinâmica. A Audi também melhorou a segurança do novo modelo. O novo monocoque deve resistir a cargas maiores de impacto. Ao mesmo tempo, ele foi reforçado com camadas adicionais de materiais difíceis de serem perfurados em caso de impacto concentrado, o que reduz o risco da penetração de objetos pontiagudos em acidentes, lembrando que a Audi sofreu dois acidentes muito fortes na prova de 2011 em Le Mans, na ocasião os pilotos saíram ilesos.

O objetivo da Audi é manter o domínio na categoria, que nos últimos anos ganhou um concorrente de peso, a fabricante japonesa Toyota com a versão do TS030 híbrido. Pela primeira vez, os cabos que prendem as rodas e a suspensão ao carro foram exigidos. Eles conectam as rodas dianteiras e a suspensão ao monocoque, e as traseiras à estrutura do chassi. Cada um dos dois cabos exigidos por roda devem suportar forças de 90 KN - o que equivale ao peso de nove toneladas métricas.   


Fotos Audi Sports - divulgação

sábado, 7 de dezembro de 2013

Infiniti Red Bull Racing confirma Sébastien Buemi e Antonio Felix da Costa como reservas em 2014.


A equipe Infiniti Red Bull Racing, anunciou nesta sexta-feira (6), que Sébastien Buemi e Antonio Felix da Costa, serão os pilotos reservas do time em 2014. Para Sébastien, a temporada de 2014 representará seu terceiro ano consecutivo, no papel de piloto reserva na equipe. O piloto suíço esteve no cargo pela primeira vez em 2008, antes de se tornar titular em 2009 pela Toro Rosso. Em 55 GPs com a equipe co-irmã, ele marcou 29 pontos no campeonato e completou mais de 13.000 kms, ou seja, cerca de 2.600 voltas em corridas.

Desde que voltou a Infiniti Red Bull Racing como piloto reserva em 2012, ele tem dividido seus deveres na equipe com corridas de carros de Gran Turismo, fazendo sua estréia nas 24 Horas de Le Mans, no mesmo ano. Na temporada 2013 do FIA WEC, Campeonato Mundial de Endurance, o piloto suíço conquistou bons resultados, fechando a última prova no Bahrein com vitória, além disso, marcou três pódios e terminou a tradicional prova em Le Mans, na segunda colocação.


Antonio Felix da Costa, por sua vez, já tem experiência no papel de piloto de testes e reserva na equipe, depois de ter substituído Sébastien em algumas corridas durante a temporada de 2013. O piloto português também tem uma vasta experiência no time Infiniti Red Bull Racing F1, pois participou de testes para jovens pilotos da categoria em 2012 e este ano. Além de participar durante o ano passado de uma série de shows car com a equipe.

Em 2013 Antonio correu na Fórmula Renault 3.5, tendo conquistado três vitórias, terminando em terceiro lugar no campeonato. Em 2012, ele sagrou-se campeão do tradicional Grande Prêmio de Macau de Fórmula 3, na ocasião ele era apoiado pela Red Bull Racing. Apesar da expectativa de ser titular em 2014, o piloto português “perdeu” a vaga para o russo Daniil Kvyat, na Toro Rosso, no entanto, terá a chance de continuar envolvido com a categoria na condição de reserva. Outra novidade é que, Felix da Costa, será um dos pilotos da BMW, na temporada 2014 do DTM, campeonato alemão de gran turismo.


No comunicado enviado à imprensa, o chefe Christian Horner disse: “É ótimo ser capaz de anunciar a assinatura de Sébastien e Antonio para 2014. No próximo ano, teremos a maior mudança no regulamento técnico da Fórmula 1, além do retorno de testes durante a temporada, portanto, fomos capazes de chamar dois pilotos, que será um grande benefício para a equipe. Em Sébastien temos um grande recurso, um motorista com uma vasta experiência em GPs e que será de valor inestimável. Antonio, por outro lado, é um talento, com quem já temos uma boa relação de trabalho. Tenho certeza de que sua contribuição será tão importante, em uma temporada intensamente ocupada”.


Fotos Infiniti Red Bull Racing - divulgação

domingo, 1 de dezembro de 2013

FIA WEC: Motor do carro de Bruno Senna quebra na última etapa do campeonato no Bahrein


A quebra do motor quando restavam menos de 60 minutos para o encerramento da prova roubou o pódio de Bruno Senna nas 6 Horas do Bahrein, oitava e última etapa do Mundial de Endurance. Num fim de semana para ser esquecido pela Aston Martin, que chegou ao Oriente Médio na liderança dos campeonatos de equipes e pilotos e ficou pelo caminho por causa do mesmo problema em seus dois carros, o italiano Gianmaria Bruni - desta vez em parceria com o finlandês Toni Vilander - venceu a prova e se sagrou campeão, elevando a escuderia de Maranello à ponta da tabela entre os fabricantes. Entre os protótipos LMP1, os mais velozes das quatro categorias da série organizada pela FIA, o Toyota TS030-Hybrid do trio Stéphane Sarrazin-Sébastien Buemi-Anthony Davidson levou a melhor na corrida.

Bruno alinhou o Vantage V8 da Aston Martin na quinta colocação do grid da classe GTE Pro e o carro nunca pareceu em condições de ameaçar os Porsche 911 RSR e as Ferrari F458. O plano de ajudar os companheiros Stefan Mücke e Darren Turner a confirmar o favoritismo e garantir uma conquista sonhada pela casa inglesa no ano de seu centenário não pôde ser implementado pelo ritmo mais lento que o modelo exibiu no circuito de Sakhir. Além disso, a pane nos motores - Mücke e Turner foram os primeiros a abandonar - jogou a derradeira pá de cal na ambição da equipe. “Foi uma pena, porque mesmo com todas as dificuldades estávamos a caminho do pódio”, lembrou Bruno, que estava pronto para fazer seu terceiro turno quando o português Pedro Lamy - um de seus companheiros ao lado do neozelandês Richie Stanaway - encostou com o motor avariado.


Bruno lamentou que fatores fora de seu controle o tenham alijado da disputa antes mesmo da etapa de fechamento do calendário. “Foram dois acidentes, um deles em Interlagos e outro em Le Mans, onde dominávamos com quase dois minutos de vantagem, que tiraram pontos que fizeram toda a diferença. Hoje, foi o motor. Sabíamos que não estávamos em condições de brigar com a Porsche e a Ferrari, mas em nenhum momento forçamos demais”, observou o brasileiro, que ocupava o 3º lugar no instante da desistência e fechou o campeonato em 6º na GTE Pro.

Apesar do desfecho decepcionante para a Aston Martin, cujo consolo foi a vitória na corrida e o título na GTE Am, a primeira temporada completa de Bruno Senna nas provas de longa duração foi positiva. Ele ganhou três corridas - uma na GTE Am, fez dois segundos lugares e largou quatro vezes na pole. Com várias possibilidades para a próxima temporada, inclusive a renovação de contrato com a Aston Martin, Bruno só deverá tomar uma decisão em relação ao seu futuro no fim da temporada ou no início de 2014.

Fotos: divulgação AMR/MF2  

sábado, 9 de novembro de 2013

FIA WEC: Bruno Senna chega em 2º nas 6 Horas de Shanghai.


Depois de mover na parte final da prova uma intensa perseguição ao alemão Stefan Mücke, seu companheiro no time oficial da Aston Martin, Bruno Senna chegou em 2º na categoria GTE Pro das 6 Horas de Shanghai, 7ª e penúltima etapa do Campeonato Mundial de Endurance FIA (WEC). Depois de 169 voltas, os dois carros da marca britânica cruzaram a linha de chegada separados por apenas cinco décimos de segundo, confirmando o equilíbrio esperado desde os treinos classificatórios, quando Mücke e seu parceiro, o inglês Darren Turner, conquistaram a pole por diferença de somente 19 milésimos sobre o trio liderado por Bruno e completado pelo neozelandês Richie Stanaway e o português Pedro Lamy.

“Foi uma corrida dura e muito agressiva”, comemorou o brasileiro, depois da festa pela dobradinha da equipe. A vitória no geral foi do Audi R18 e-tron quattro do francês Benoit Treluyer, do alemão Andre Lotterer e do suíço Marcell Fassler. Com o 3º lugar, o dinamarquês Tom Kristensen, o francês Loic Duval e o escocês Allan McNish garantiram o título por antecipação entre os protótipos da LMP1.


O início da prova foi complicado para o carro 99 de Bruno. “Perdemos posições nas duas primeiras horas, caímos para quarto e foi muito difícil recuperar terreno. No final, eu estava muito rápido, mais até que o Mücke, mas não seria fácil ultrapassá-lo sem correr risco alto. Além disso, o resultado era importante para a Aston Martin porque nos daria a ponta do campeonato de pilotos. Eu sabia que o mais importante era levar o carro para casa com segurança”, explicou.

Com os resultados deste sábado, Mücke e Turner assumiram a liderança entre os pilotos da GTE Pro, agora com 125,5 pontos contra 120 de Fisichella e Bruni, o que deixa o título ainda em aberto restando apenas as 6 Horas do Bahrein no próximo dia 30. Com mais 18 pontos, garantido pelo terceiro pódio consecutivo e o quinto na temporada, Bruno manteve a 4ª colocação com 94, atrás ainda de Marc Lieb e Richard Lietz, da Porsche, com 110. “A decisão será eletrizante e todos andarão no limite”, antecipou Bruno, já admitindo que a prioridade no Oriente Médio deverá ser ajudar os esforços da equipe na busca pelos títulos de pilotos e de marcas. “Vamos ter de trabalhar em conjunto para alcançar os objetivos da Aston Martin”.


A classificação da GTE Pro:

1 - Stefan Mücke-Darren Turner, Aston Martin Vantage V8, 169 voltas
2 - Bruno Senna-Richie Stanaway-Pedro Lamy, Vantage V8, a 0s568
3 - Jörg Bergmeister-Patrick Pilet, Porsche RSE, a 1 volta
4 - Gianmaria Bruni-Giancarlo Fisichella, Ferrari F458, a 1 volta
5 - Kamui Kobayashi-Toni Vilander, Ferrari F458, a 1 volta
6 - Marc Lieb-Richard Lietz, Porsche 911 RSR, a 2 voltas 

Fotos: divulgação AMR/MF2 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

FIA WEC: Bruno Senna é o mais rápido, mas sai em 2º na China.


Mesmo tendo estabelecido a volta mais rápida da classe GTE Pro na sessão classificatória das 6 Horas de Shanghai, Bruno Senna largará em 2º na 7ª e penúltima etapa do Campeonato Mundial de Endurance. O brasileiro e seu companheiro no Vantage V8 da Aston Martin, o neozelandês Richie Stanaway, perderam a pole por apenas 19 milésimos de segundo para os parceiros na equipe inglesa - o inglês Darren Turner e o alemão Stefan Mücke - por causa do sistema utilizado pela categoria que utiliza a média das duas melhores voltas de cada piloto.

Bruno foi um dos primeiros a entrar no circuito chinês e cravou o tempo de 2:04s099 em seu primeiro giro, marca que não seria mais superada ao longo dos 25 minutos de qualifying. Nos instantes derradeiros, quando parecia que as posições não seriam mais alteradas, Turner conseguiu a volta que colocou sua dupla à frente e garantiu o ponto extra concedido pelo regulamento. O português Pedro Lamy dividirá o cockpit do Vantage V8 com Bruno e Stanaway na corrida.


A diferença quase insignificante - mas decisiva - foi destacada por Bruno. “Menos de dois centésimos é incrível, ainda mais levando em conta que eram quatro pilotos e duas voltas para cada”, lembrou, destacando que a disputa com o segundo Vantage V8 deve se manter ao longo das seis horas. “O carro deles parece um pouco mais duro e veloz que o nosso, que está mais mole e, aparentemente, conservando melhor os pneus. Mas as condições da pista vão mudar bastante, por causa da variação da temperatura. Como de hábito neste tipo de corrida, a estratégia contará bastante. E não podemos descartar as outras marcas”, avisou.

Entre os protótipos LMP1, os mais velozes das quatro divisões do Mundial de Endurance, o Toyota TS030-Hybrid do austríaco Alexander Wurz e do francês Nicolas Lapierre superou o Audi R18 e-tron quattro do alemão Andre Lotterer, do francês Benoit Treluyer e do suíço Marcel Fassler por menos de um décimo de segundo e conquistou a pole com o tempo de 1:48s013.  

Fotos: divulgação AMR/MF2 

domingo, 20 de outubro de 2013

FIA WEC: Pole garante vitória de Bruno Senna em Fuji.


A pole conquistada no sábado foi decisiva para a vitória que Bruno Senna conquistou neste domingo nas 6 Horas de Fuji, a sua terceira pela equipe oficial da Aston Martin no Campeonato Mundial de Endurance - FIA WEC. Em sua única aparição na categoria GTE Am, ao lado dos dinamarqueses Kristian Poulsen e Christoffer Nygaard, Bruno acabou beneficiado pelo mau tempo que castigou a região durante toda a prova, iniciada e encerrada depois de duas longas paralisações, sempre com os carros atrás do safety car. Como foram completadas apenas 16 voltas, muito abaixo do limite mínimo estabelecido pelo regulamento, os pontos foram concedidos pela metade.

A participação de Bruno foi fundamental para o sucesso da marca britânica e coroou a estratégia do chefe de equipe John Gaw. Ele pediu ao brasileiro para ajudar os dinamarqueses na luta pelo título da categoria, e o resultado não poderia ser mais positivo. Apesar da força demonstrada pela Porsche nos ensaios livres, Bruno brilhou com uma volta perfeita no qualifying e colocou o Vantage numa posição no grid que garantiria a vitória neste domingo.


“A pole salvou a pátria!”, comemorou Bruno, que apoiou a decisão da direção de prova de suspender definitivamente a corrida depois de duas paralisações e intervenções do carro de segurança por aproximadamente 25 minutos cada. “A chuva mudava de intensidade o tempo todo. Não dava para ver nada. Acho que parar a prova foi acertada, porque as condições de segurança estavam muito precárias. Sinto apenas pelos fãs, que vieram em grande número e ficaram o tempo todo aguardando pela melhoria do tempo e reinício da corrida”, comentou.

Apesar da alegria por mais um resultado positivo em seu ano de estreia na série de longa duração da FIA - ganhou na abertura do calendário em Silverstone e em Austin, ambas pela GTE Pro, além de somar quatro poles no geral, Bruno disse que a festa no pódio foi moderada por causa da recente morte do piloto britânico Sean Edwards, em acidente na última semana na Austrália. “Nem estouramos o champanhe em respeito à sua memória”, explicou.

A vitória na classificação geral foi do protótipo LMP1 Toyota TS030 do trio Alexander Wurz-Nicolas Lapierre-Kazuki Nakajima, a primeira da casa japonesa na temporada.


Créditos: Divulgação AMR/MF2

sábado, 19 de outubro de 2013

FIA WEC: Bruno Senna larga na pole nas 6 Horas de Fuji.


Em sua estreia na classe GTE AM, onde está correndo neste fim de semana para auxiliar os companheiros dinamarqueses Kristian Poulsen e Christoffer Nygaard em sua luta pelo título da categoria, Bruno Senna conquistou a pole das 6 Horas de Fuji, sexta etapa do Campeonato Mundial de Endurance - FIA WEC. Apesar do ceticismo após os treinos livres da véspera, quando o rendimento superior das Porsche antecipava uma sessão classificatória sem maiores possibilidades, o piloto da Aston Martin “voou” no qualifying e garantiu o direito de sair na frente pela quarta vez neste ano - as anteriores foram pela categoria GTE Pro. “Aproveitei muito bem a volta boa do pneu, mas foi no limite”, afirmou, contente com a marca média de 1:40s649.

O desempenho de Bruno chamou atenção dos parceiros. “Estivemos perto da pole nas últimas duas corridas e agora estamos lá. Parece claro que a chegada do Bruno nos deu uma força extra”, reconheceu Nygaard. “Mas precisamos transformar isso em vitória na corrida”, acrescentou. Bruno começou bem a entregar o que a equipe comandada pelo britânico John Gaw lhe pediu. “Vim aqui para ajudá-los a conquistar pontos para o campeonato e a primeira parte já foi feita. Foi melhor ainda considerando que o carro enfrentou vários problemas nesta pista ano passado”, lembrou.

De acordo com a meteorologia, a chuva deve marcar presença ao longo da maior parte da prova, cuja largada está prevista para às 11:00 horas deste domingo (20), horário local. A possibilidade de correr com a pista molhada também preocupa Bruno. “Vai virar meio que uma loteria, o que exigirá uma boa estratégia e uma dose de sorte. Se juntarmos tudo, o resultado virá”, completou.

No geral, o carro mais rápido no circuito japonês foi o protótipo LMP1 Audi R18 e-tron quattro do alemão Andre Lotterer, do francês Benoit Treluyer e do suíço Marcel Fassler, que estabeleceu o tempo de 1:26s577 na média das quatro melhores voltas e superou o Toyota TS030 do inglês Anthony Davidson e dos franceses Stéphane Sarrazin e Sébastien Buemi por pouco mais de um décimo de segundo. Na GTE Pro, para onde Bruno voltará na próxima etapa em Abu Dhabi, seus companheiros da Aston Martin também deram as cartas e a pole ficou com o alemão Stefan Mücke, o inglês Darren Turner e o francês Fred Makowiecki.


Créditos: Divulgação AMR/MF2

FIA WEC: Toyota TS030 Hybrid largam em 2º e 3º nas 6 Horas de Fuji.


A Toyota Racing conseguiu colocar seus dois carros entre os três primeiros do grid para a sua corrida em casa, depois de uma sessão de qualificação realizada na tarde deste sábado (19), no circuito de Fuji Speedway, palco das 6 Horas de Fuji, sexta etapa da temporada 2013 do Mundial de Endurance da FIA WEC. O carro #8 de Anthony Davidson, Sébastien Buemi e Stéphane Sarrazin ficou apenas a 0.178s da pole position e largará em segundo, já o #7 guiado pelo trio: Alex Wurz, Nicolas Lapierre e Kazuki Nakajima vieram logo atrás e abrem a segunda fila do grid.

O japonês Kazuki Nakajima assumiu o volante do Toyota TS030 Hybrid #7 para o início da fase de qualificação, completando duas voltas incrivelmente consistentes, com pouca diferença entre uma volta e outra, antes de entregar o carro para Nicolas. Sébastien era o piloto que abriu a sessão com o carro #8, antes de Anthony, que fez um belo segundo stint, mantendo-se a pressão sobre a pole position. Apesar de todas as sessões de treinos livres e a classificação terem tido condições de pista seca, existe uma alta probabilidade de chuva para a corrida de amanhã, que têm a largada prevista para às 11:00 horas, horário local. Abaixo comentários dos pilotos do time Toyota:


Nicolas Lapierre: “Kazuki fez um trabalho muito bom, mas eu peguei um pouco de tráfego nas duas últimas voltas. Estou um pouco decepcionado com isso, pois poderia ter sido um pouco melhor. No final, foi uma sessão positiva e o carro está funcionando muito bem por aqui. Sabemos que temos consistência para as corridas longas, por isso estamos bastante confiantes. O tempo vai ser muito importante, este será o ponto chave para a corrida. Ficamos muito perto hoje e será uma corrida emocionante”.

Kazuki Nakajima: “Foi uma sessão de qualificação boa para nós e eu estou feliz com meus tempos de volta. Os dois TS030 híbridos, estavam muito próximos e lutamos muito pela pole position. Portanto, parece que vai ser uma corrida apertada, assim como no ano passado. Hoje, o carro estava bom e os tempos de volta foram muito competitivos. Este é o melhor treino até agora do ano para toda a equipe. Agora nós queremos um bom resultado amanhã, quando eu acho que temos boas chances na prova”.


Anthony Davidson: “É sempre decepcionante perder a pole, especialmente quando é a sua corrida em casa. Mas isso era o mais próximo que temos sido durante toda a temporada, por isso estou muito feliz, principalmente com o carro. As mudanças no set-up que fizemos foi com perfeição e tanto Sébastien quanto eu, estamos muito felizes com o equilíbrio. Todas as coisas apontam para uma boa corrida amanhã, se o piso estiver seco, mas caso a pista estiver molhada, será uma circunstância desconhecida para todos”.

Sébastien Buemi: “Foi uma boa qualificação e estou feliz com as minhas voltas. Claro que você sempre pode conseguir um pouco de tempo, mas eu acho que fizemos um bom trabalho em encontrar o caminho certo do set-up do carro. Nós não temos estado tão perto da Audi na qualificação deste ano. Estamos mais competitivos do que antes em relação a eles, e isso é encorajador. É um bom sinal para a corrida, mas temos que esperar para ver o que o tempo nos releva amanhã”.

Fotos: James Moy Photography

FIA WEC: Bruno Senna vê pole “difícil” nas 6 Horas de Fuji.


Depois das duas primeiras sessões de treinos livres das 6 Horas de Fuji, sexta etapa do Campeonato Mundial de Endurance - FIA WEC, Bruno Senna ficou com a sensação de que a Porsche deverá conquistar a pole na categoria GTE Am da corrida deste fim de semana. Em seu contato inicial com o Vantage V8 da classe e com o até então desconhecido circuito japonês, Bruno foi o mais rápido do trio completado pelos dinamarqueses Kristian Poulsen e Christoffer Nygaard, mas acha que o carro da Aston Martin dificilmente será páreo para o rival alemão na sessão que definirá o grid. “Os 911 RSR têm ritmo fortíssimo em volta lançada e são os favoritos, a não ser que as condições mudem bastante”, afirmou, após fechar a sexta-feira na 5ª colocação com o tempo de 1:41s939. O Porsche do alemão Christian Ried e dos italianos Gianluca Roda e Paolo Ruberti estabeleceu a volta mais rápida em 1:40s707.

O autódromo localizado aos pés do Monte Fuji, possivelmente um dos mais conhecidos cartões postais do Japão, é o único do calendário da endurance onde Bruno jamais havia pisado. O brasileiro admitiu que a adaptação ao traçado nas três horas de ensaios liberadas para as equipes, divididas em dois treinos de 90 minutos, não foi das mais tranquilas. “A pista é muito técnica. E, como as temperaturas estavam baixas, os pneus sofreram para aquecer e funcionar corretamente”, explicou.

Bruno conquistou três poles na classe GTE Pro, mas na rodada nipônica foi designado pela equipe britânica para aumentar o poder de fogo da marca na AM na luta pelo título num ano em que a casa comemora o seu centenário. Nas duas partes dos treinos, Bruno foi o mais veloz da equipe; na primeira só foi superado por menos de um décimo por uma das Porsche porque estava com um jogo usado de pneus de compostos moles, enquanto o modelo alemão girava com médios novos.


Além da pista, Bruno começou a se entender também com o carro. “As principais diferenças do AM para o Pro são os controles de acelerador, a caixa de câmbio e a geometria da suspensão, que deixam o Vantage bem arisco no limite. Os compostos de pneus também não são os mesmos a que eu estava acostumado. Então, precisamos compreender as especificações de cada um para trabalhar no equilíbrio. Ainda bem que os meus companheiros são muito consistentes e têm boa comunicação sobre o carro, o que acaba facilitando a busca pelo acerto”.

O mais veloz no geral foi o protótipo LMP1 Audi R18 e-tron quattro do dinamarquês Tom Kristensen, do francês Loic Duval e do escocês Allan McNish, que percorreu os 4.563 metros do circuito em 1:27s333, à média horária de 188,1 km. A sessão classificatória que definirá as posições de largada está marcada para as 14:30 deste sábado horário local.

Créditos: Divulgação AMR/MF2

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Bruno Senna conquista segunda vitória do ano no FIA WEC.


Bruno Senna conquistou neste domingo sua segunda vitória na classe GTE Pro do Campeonato Mundial de Endurance - FIA WEC. Ao lado do francês Fred Makowiecki, o piloto da equipe oficial da Aston Martin venceu as 6 Horas do Circuito das Américas, em Austin (Texas). Ao comando do Vantage, a dupla saiu na pole e liderou quase toda a prova, mas jamais deixou de ser ameaçada pelas Ferrari. Na bandeirada, a vantagem do modelo inglês sobre o F458 dos italianos Giancarlo Fisichella e Gianmaria Bruni foi de apenas 15 segundos. O protótipo Audi R18 e-tron quattro do trio Tom Kristensen-Allan McNish-Loic Duval ganhou na classificação geral.

Bruno estreou na categoria vencendo em Silverstone, terminou em segundo em Spa, resultados que lhe deram a liderança entre os pilotos da GTE, mas caiu para 7º ao zerar nas 24 Horas de Le Mans e nas 6 Horas de São Paulo. Com a recuperação exatamente no circuito onde havia pontuado pela última vez em 2012 na Fórmula 1, com o 10º lugar pela Williams no GP dos Estados Unidos, subiu para a 5ª posição com 71 pontos, contra 99 dos ponteiros Fisichella e Bruni.


De volta ao cockpit do Vantage, Makowiecki respondeu pelos turnos inicial e último. Bruno manteve o forte ritmo do parceiro no meio da prova e, com uma bem-calculada estratégia, a centenária marca britânica garantiu a vitória com uma rápida quinta e última parada apenas para reabastecimento quando restavam apenas 10 minutos. “Foi muito duro. A Ferrari nos pressionou o tempo todo, mas o que importa é que chegamos à frente”, celebrou Bruno, antes de receber o parceiro com um abraço.

O calendário voltará a ser movimentado dias 18, 19 e 20 de outubro em Fuji, no Japão.

O resultado da classe GTE Pro:

1 - Bruno Senna-Fred Makowiecki (Aston Martin), 167 voltas
2 - Giancarlo Fisichella-Gianmaria Bruni (Ferrari F458), a 15s215
3 - Toni Vilander-Kamui Kobayashi (Ferrari F458), a 16s959
4 - Marc Lieb-Richard Lietz (Porsche RSR 911), a 1min25s184
5 - Jörg Bergmeister-Patrick Pilet (Porsche RSR 911), a 24voltas
6 - Darren Turner-Mücke-Gavin (Aston Martin), a 69 voltas 
7 - Lamy-Stanaway-Paul Dalla Lana (Aston Martin), a 103 voltas

Créditos: Divulgação AMR/MF2

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Bruno Senna se envolve em acidente e abandona 6 Horas de São Paulo.


A quebra da suspensão traseira direita do Vantage, originada pela forte batida recebida por uma Ferrari, provocou o abandono de Bruno Senna nas 6 Horas de São Paulo, quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance. A corrida deste domingo em Interlagos estava a ponto de fechar o primeiro terço quando o Porsche conduzido pelo alemão Körg Bergmeister freou forte na curva do Laranjinha para evitar o choque com uma Ferrari da classe AM. Sem espaço, Bruno bateu no Porsche e ainda recebeu o impacto do carro italiano. “Eu estava no lugar errado na hora errada”, comentou Bruno, que largou em 6º e ocupava a quarta colocação entre os modelos GTE Pro, cujo vencedor foi a Ferrari F458 dos italianos Giancarlo Fisichella e Gianmaria Bruni.

A dupla chegou apenas 1,5 segundo à frente do Vantage do alemão Stefan Mücke e do inglês Darren Turner, após uma batalha acirrada na última hora. Entre os protótipos, deu a dobradinha da Audi, com o trio do alemão Andre Lotterer, do francês Benoit Treluyer e do suíço Marcel Fassler completando 235 voltas, com três se vantagem sobre o dinamarquês Tom Kristensen, o francês Loic Duval e o escocês Allan McNish..

Depois da pancada, Bruno ainda se manteve na pista por mais duas voltas. “Nem sei se a Ferrari rodou sozinha ou se alguém deu nela”, disse, decepcionado com o episódio. A caminho do Mergulho, no entanto, perdeu o controle do Aston Martin e saiu da pista. Conseguiu voltar, mas a suspensão arriou. Sem alternativa, estacionou na ampla área de escape que margeia o circuito naquele ponto. "Cheguei a pensar inicialmente que era um pneu furado. Só vi que o problema era mais sério quando a suspensão quebrou de vez", explicou.


A desistência prematura encerrou a primeira participação de Bruno em uma série de turismo depois das três corridas pela Fórmula 1 entre 2010 e 2012. E deixou sem resposta o potencial do Vantage 99, o esportivo da Aston Martin que pilotava em parceria com o inglês Rob Bell. “O carro estava competitivo. Não era o mais veloz, porque sofríamos um pouco nas retas com o excesso de asa traseira. Mas certamente isso traria um prêmio no consumo de pneus e aumentaria nossas chances”, observou.

Bruno disse ainda que as 6 Horas de SP, incluídas pelo segundo ano consecutivo no calendário do Mundial de Endurance, deixaram outra lição que precisará ser entendida nas próximas etapas. “Deu para ver que, mesmo numa corrida de longa duração, largar na frente é importante para escapar de confusões que sempre acontecem, principalmente nas relargadas. Além disso, o safety car ficou tempo demais na pista por causa do acidente com o protótipo da Toyota na Curva do Sol, a Ferrari do Vilander pegou fogo na minha frente, enfim, aconteceu muita coisa”, continuou. “Foi um fim de semana muito difícil”, resumiu.

Nos próximos sábado e domingo, ao lado de Stefan Mücke, do inglês Richard Abra e do australiano Mark Poole, Bruno correrá as 24 Horas de Barcelona pela equipe oficial da Aston Martin. Nesta segunda-feira, contudo, estará em Santiago do Chile atendendo a compromissos promocionais do fabricante britânico, que está comemorando seu centenário em 2013.

Fotos: José Mário Dias/MF2 - divulgação

sábado, 31 de agosto de 2013

Equipe de Bruno Senna domina treinos das 6 Horas de São Paulo.


Os Vantage V8 encabeçaram a folha de tempos da classe GTE Pro nos treinos livres que abriram nesta sexta-feira a programação oficial das 6 Horas de São Paulo, quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance. O alemão Stefan Mucke, que corre em parceria com o inglês Darren Turner, estabeleceu a melhor volta na sessão da tarde ao percorrer os 4.309 metros do Autódromo de Interlagos em 1:33s451. Bruno Senna e Rob Bell completaram a dobradinha da Aston Martin , com a marca de 1:33s873 registrada pelo britânico. Entre os protótipos, o Toyota TS030 - Hybrid da LMP1 do trio Anthony Davidson, Sébastien Buemi e Stéphane Sarrazi ignorou o favoritismo dos Audi R18 e-tron quattro e foi o mais veloz entre os 28 carros das quatro categorias ao cravar 1:21s881 ainda pela manhã.

Na luta para se reaproximar da liderança do campeonato mantida até depois da segunda etapa e perdida em junho com o abandono nas 24 Horas de Le Mans, Bruno voltou aos boxes no final da tarde sentindo que ainda há muito a trabalhar no acerto. A vantagem obtida pelo vizinho de boxes surpreendeu em uma divisão pautada pelo equilíbrio. “Nosso carro estava saindo demais de traseira. Depois de um início até bom, foi piorando volta a volta”, explicou. Foi a primeira experiência de Bruno em série de turismo no traçado paulistano, depois da passagem pela Fórmula 1 nos últimos três anos.

Bruno prevê uma briga dura com Porsche e Ferrari, baseado não apenas no rendimento dos carros nas corridas anteriores como também no primeiro combate entre as marcas no circuito paulistano. “As diferenças têm sido pequenas e aqui, pelo jeito, será da mesma maneira”, afirmou, lembrando os seis décimos entre o mais rápido e o mais lento com as mesmas condições de pneus dos ensaios que abriram a programação nesta manhã, quando enfrentou problemas com os freios e o tráfego antes de ceder o cockpit a Rob Bell.


O Vantage V8 chegou a São Paulo punido pelo regulamento constantemente reavaliado pelos organizadores. O diâmetro do restritor de ar foi reduzido, artifício utilizado para equalizar a performance dos vários modelos da classe GTE Pro, mas Bruno disse que é prematuro estimar a perda em termos de tempo de volta. “Ainda temos muito a trabalhar no carro antes de termos um quadro mais real, o que provavelmente só acontecerá amanhã nos treinos classificatórios”, explicou.

Diferentemente das etapas anteriores, nas quais correu sempre com dois companheiros de equipe, Bruno terá apenas um parceiro. Mesmo reconhecendo que os carros de GT não comportam estilos tão diferentes de pilotagem, admitiu que suas características pessoais podem ajudar a conservar pneus e combustível na corrida deste domingo. “Este será o grande campo de batalha da prova”, antecipou, acrescentando que o retrospecto da Aston Martin em Silverstone, Spa e Le Mans autoriza a expectativa otimista. “Nosso carro tem sido consistente em todas as pistas”.

Neste sábado, os carros das quatro categorias voltam a treinar das 10:20 às 11:20, no último apronto antes das tomadas que decidirão as posições de largada. O qualifying começará às 14:35, com 25 minutos para os modelos GT e um sistema todo particular: o grid será formado de acordo com a média das duas voltas mais rápidas de cada piloto. Os protótipos das classes LMP1 e LMP2 entrarão na pista a partir das 15:10 para uma sessão classificatória com igual duração e formato. Todos os horários são pelo fuso de Brasília.

Fotos: divulgação AMR/MF2

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Webber encerrará sua carreira na Fórmula 1.


Mark Webber reuniu a imprensa na última quinta-feira (27), à tarde no circuito de Silverstone, para anunciar que deixará a Fórmula 1 no final desta temporada. O australiano irá se juntar a Porsche e correrá as 24 Horas de Le Mans e provas do Mundial de Endurance da FIA (WEC), na categoria LMP1. A mudança de categoria já era notícia no meio esportivo a algum tempo.

Webber: “O momento é perfeito para mim, disse ele durante a conferência de imprensa da FIA. Estou muito animado para começar um novo capítulo da minha carreira com um dos mais respeitados fabricantes do mundo, que é a Porsche. Espero terminar minha última temporada na Fórmula 1 em grande estilo. Eu não me arrependo da minha escolha, guardo minha motivação intacta até o Brasil, com a intenção de obter bons resultados”.


Piloto com 205 GPs disputados até agora, sendo vencedor por 9 vezes, o australiano conquistou ao longo de sua carreira 36 pódios, largou na pole 11 vezes e está em sua 12ª temporada na F1, mas após o polêmico GP da Malásia deste ano, onde a “briga” entre ele e o companheiro de equipe Sebastian Vettel ganhou proporções maiores, Webber que tinha a intensão de parar, resolveu mesmo deixar à F1, porém, ele ressaltou que a decisão já estava tomada antes do episódio.

Para Webber, a Porsche tem um passado glorioso nas corridas como construtor e ele está ansioso para seu novo desafio, após o fim da temporada 2013 da F1. A equipe RBR disse que não tem pressa para escolher o substituto de Webber, o nome de Kimi Raikkonen é apontado como favorito a vaga, mas existe a possibilidade de promover um dos pilotos da Toro Rosso, Daniel Ricciardo ou Jean Eric-Vergne, os dois já demonstraram que vão lutar pela chance, andando forte nos treinos livres em Silverstone.

domingo, 5 de maio de 2013

Bruno Senna é o melhor brasileiro nas 6 Horas de Spa.



Após uma árdua batalha contra as Ferrari F458, Bruno Senna e seus companheiros, o francês Fred Makowiecki e o inglês Rob Bell, conquistaram o 2º lugar na classe GTE Pro das 6 Horas de Spa, segunda etapa do Campeonato Mundial de Endurance. A vitória ficou com os italianos Giancarlo Fisichella e Gianmaria Bruni, que completaram a prova deste sábado no tradicional circuito belga com vantagem de menos de 10 segundos sobre o Vantage V8 da marca inglesa. O pódio da categoria foi completado pela outra Ferrari F458, dividida pelo finlandês Toni Vilander e o japonês Kamui Kobayashi. A dupla cruzou a linha de chegada a um segundo do carro do brasileiro. Num dia de festa total da Audi, o trio formado pelo alemão Andre Lotterer, o francês Bénoit Treluyer e o tcheco Marcel Fassler levou a melhor na geral e liderou a trifeta da casa alemã na classe LMP1.

O resultado de Bruno Senna, que vinha de vitória nas 6 Horas de Silverstone na companhia de Darren Turner e Stefan Mücke, quarto colocados em Spa, foi o melhor dos brasileiros. Lucas di Grassi foi o 3º na LMP1, mesma posição de chegada de Fernando Rees com o Corvette da Larbre Competition na GTE Am. Antonio Pizzonia bateu forte na Curva Eau Rouge com o protótipo da LMP2 da Oreca-Nissan antes da primeira hora, incidente do qual escapou ileso mas que ajudou a Ferrari. O carro de Bruni e Fisichella havia acabado de retornar da primeira parada e foram beneficiados pela entrada do safety car, que os ajudou a recuperar o tempo perdido nos boxes para reabastecimento e troca de pneus.


Embora satisfeito com mais um excelente desempenho na Bélgica, foi o pole na sexta-feira e é o piloto de melhores resultados na categoria depois de duas etapas, Bruno lamentou a pancada de Pizzonia num dos pontos de maior velocidade do circuito. “Aquela batida arruinou nossa estratégia. Perdemos 50 segundos e, a partir daí, tivemos de correr para recuperar o prejuízo. Eu e o Makowiecki não trocamos pneus e conseguimos salvar 25 segundos cada em tese, mas na parte final do turno a performance evidentemente não era a mesma por causa do desgaste. A equipe me consultou se eu topava não trocar os pneus porque corríamos o risco deles dechaparem, mas fui para o tudo ou nada e acabou funcionando”, explicou.

O campeonato voltará a ser movimentado no dia 22 de junho com as lendárias 24 Horas de Le Mans. “Essa é a prova mais importante do calendário e a vitória faz parte dos planos da Aston Martin no ano em que celebra seu centenário”, lembrou Bruno.


Fotos FIA WEC - divulgação - Fonte AMR/MF2

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ferrari Racing Days 2013


Começou hoje e vai até domingo a segunda edição do Ferrari Racing Days Japan, o evento acontece no circuito de Suzuka, que fica localizado na província de Mie-ken. Os fãs dos super carros esportivos italianos, poderão ver de perto vários modelos exclusivos, como a Ferrari California 30 Giappone, além de modelos que foram utilizados na F1.


No domingo, a programação terá provas do Ferrari Challenge Trofeo Pirelli, com a participação do piloto japonês Kamui Kobayashi, que este ano esta disputando o Mundial de Endurance da FIA (WEC), na categoria GTE Pro, com um modelo Ferrari. No último domingo (14), em Silverstone, ele subiu ao pódio ao chegar em segundo lugar em sua prova de estreia na competição. Abaixo um vídeo de Kobayashi falando sobre o evento:

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Bruno Senna arrisca em Silverstone e estreia vencendo no WEC.



Piloto da Aston Martin anda no molhado com pneus de seco e segura liderança na classe. Uma aposta arriscada de Bruno Senna ajudou a Aston Martin a conquistar a vitória nas 6 Horas de Silverstone, prova de abertura da temporada 2013 do Campeonato Mundial de Endurance - WEC. Ao assumir o volante do Vantage V8 da Aston Martin da classe GTE Pro, o piloto brasileiro foi surpreendido pela chegada da chuva num momento em que sua equipe liderava com 15 segundos de vantagem para a Ferrari do japonês Kamui Kobayashi e do finlandês Toni Vilander.

Acreditando na melhoria do tempo, Bruno decidiu se manter na pista com pneus de seco, enquanto a Ferrari optou pela troca pelos intermediários. “Andei oito voltas com slicks, sem experiência com o carro nessas condições, mas a aposta deu certo”, festejou Bruno, que estreou com o pé direito na nova categoria - o carro saiu na pole, comandou as 171 voltas e ainda fez a volta mais rápida.


Velho frequentador do pódio de Silverstone, que conhece bem dos seus dias na Fórmula 3 e na Fórmula GP2, Bruno elogiou o trabalho da equipe oficial da Aston Martin. “Foi um dia muito bom. O carro estava sólido desde os treinos classificatórios. Hoje, não deu nenhum problema. Só precisamos nos preocupar em reabastecer, trocar pneus e mudar os pilotos, sem qualquer drama”, explicou Bruno. Terceiro a ocupar o cockpit do modelo inglês, Bruno louvou o esforço do alemão Stefan Mücke, integrante do trio completado pelo britânico Darren Turner. “Ele largou e conseguiu imprimir um ritmo forte que nos manteve à frente”, explicou.

Pelo planejamento da equipe, Bruno deveria estar ao volante para receber a bandeira quadriculada, mas as duas neutralizações da prova para limpeza de detritos na pista diminuíram o ritmo, baixaram o consumo de combustível e permitiram que Turner esticasse a sua tocada. “Eu andaria apenas mais sete voltas. Quando ele parou pela última vez para colocar combustível, fazia todo sentido que não houvesse a troca do piloto”, disse.


Apesar da alegria pelo resultado, Bruno fez questão de manter os pés no chão e reforçar o discurso segundo o qual o campeonato será intensamente disputado. Todos os carros da GTE Pro completaram a corrida e espera-se a estreia de outros competidores em Spa, onde o calendário voltará a ser movimentado dia 4 de maio. “Vai ser muito difícil. Hoje, os problemas mecânicos foram poucos. Nosso carro está superconfiável, mas os adversários também estão fortes”, concluiu.

Entre os supervelozes protótipos da LMP1, o escocês Alan McNish, o dinamarquês Tom Kristensen e o francês Loic Duval comandaram a dobradinha do Audi R18 e-tron quattro, percorrendo a distância total em 197 voltas e superando o segundo carro da fábrica alemã - dividido por Lotterer-Tréluyer-Fassler - por menos de quatro segundos. A outra vitória brasileira do dia foi alcançada por Antonio Pizzonia com o Oreca-Nissan da LMP2, juntamente com os ingleses James Walker e Tor Graves.

Fotos AMR Divulgação/MF2

segunda-feira, 18 de março de 2013

Bruno Senna exalta aprendizado em Sebring.

Apesar do resultado final distante das expectativas da Aston Martin, Bruno Senna afirmou que o balanço de sua estreia na temporada de Endurance com o modelo Vantage GT foi mais do que positivo. O carro da tradicional marca inglesa terminou apenas em 23º na classificação geral e 8º na categoria, na 61ª edição das 12 Horas de Sebring.

Para Bruno, que dividiu o cockpit com o inglês Darren Turner e o alemão Stefan Mucke, os objetivos da equipe eram outros. “Essa corrida não faz parte do nosso calendário. Claro que que queríamos algo melhor em termos de posição de chegada, mas estamos aqui muito mais com o propósito de desenvolver o carro para o Mundial de Endurance, especialmente para as 24 Horas de Le Mans”, explicou.

A vitória absoluta foi do Audi R8 e-tron quattro do trio Fassler-Treluyer-Jarvis, enquanto o Corvette C6 ZR1 de Gavin-Milner-Westbrook levou a melhor entre os GT. As chances de Bruno e seus parceiros foram comprometidas ainda antes dos 60 minutos iniciais, quando Turner ficou no meio de um choque que envolveu ainda uma Ferrari, um Corvette e o outro Vantage. “Foi uma coisa meio que de corrida, mas os danos no radiador foram severos, o motor começou a superaquecer e perdemos 17 voltas para os reparos nos boxes. A diferença ficou impossível de descontar, apesar do ritmo muito bom que mantivemos ao longo de toda a prova”, comentou Bruno.


Bruno estava afastado das corridas de longa duração desde 2009, quando disputou três provas pela Oreca. E o retorno o encontrou longe das melhores condições físicas. Derrubado por uma virose estomacal no começo da semana, Bruno foi obrigado a passar por tratamento à base de soro e chegou a ter a presença no grid ameaçada. “Depois de tudo o que passei nestes dias, dá para dizer que foi ótimo. Consegui fazer os dois turnos duplos e terminei bem, não no melhor da minha forma, mas andando em ritmo competitivo”.

Segundo Bruno, as características do circuito foram outro complicador. “Esta pista é um pouco estressante para uma corrida de 12 horas, com muitas ondulações e sujeira. É muito difícil administrar o tráfego, principalmente à noite. De dia, você vê os carros pelo retrovisor; à noite, no entanto, só vê a luz no espelho e não sabe quem está chegando, se é um protótipo muito mais rápido ou um GT. Vamos ter de conversar dentro da equipe para melhorar as informações nesse momento”.

O novo carro da Aston Martin foi aprovado em seu batismo de pista, na avaliação do piloto brasileiro. “Não tivemos problema algum, a não ser aquela pancada. Nossa principal meta aqui era avaliar a competitividade do carro, e ele passou no teste. Tanto que ele está na garagem aqui em Sebring prontinho para os treinos desta segunda-feira, quando vamos reiniciar nossa simulação de uma corrida de 24 horas. Nem será lavado”, brincou.

Fonte MF2 - Fotos ALMS - divulgação