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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Bruno Senna é o novo piloto oficial da McLaren GT.


A McLaren GT anunciou nesta segunda-feira (9), a contratação de Bruno Senna como piloto oficial de fábrica para a temporada 2015. O piloto brasileiro de 31 anos se juntará aos britânicos Rob Bell, Kevin Estre e ao português Álvaro Parente no programa de desenvolvimento dos modelos 650S GT3 e 650S Sprint, além de participar de várias provas com o novo 650S GT3, que está estreando com as equipes clientes da McLaren GT neste ano.

“É uma grande honra me integrar à McLaren, uma equipe pela qual meu tio obteve tanto sucesso e uma das mais famosas do automobilismo mundial. Este será um grande ano para toda a McLaren e me sinto muito bem de fazer parte de tudo o que está acontecendo por aqui”, comentou Bruno, que dividirá suas novas responsabilidades com as de piloto da Mahindra Racing no Campeonato Mundial de Carros Elétricos - a Fórmula E.


O diretor-geral da McLaren GT saudou a chegada do reforço. “Estamos contentes em poder contar com o Bruno na formação do nosso time da fábrica e será ótimo trazer de volta o nome Senna à McLaren. Nossos pilotos já são dos melhores do grid e o Bruno vai acrescentar ainda mais força. Embora ainda jovem, ele já acumula vasta experiência e resultados nas principais categorias, como Fórmula 1, Le Mans Series, Campeonato Mundial de Endurance e Blancpain Endurance Series”, elogiou Andrew Kirkaldy.


A McLaren divulgará o programa completo envolvendo Bruno nas próximas semanas. Até lá, o brasileiro terá de conter a ansiedade. “Não vejo a hora de trabalhar com a equipe na McLaren GT que conheci quando corri as 24 Horas de Spa há alguns anos. Quero logo pegar o volante do novo 650S. O carro foi bastante desenvolvido desde o 12C GT3, que já pilotei, e deixou uma excelente impressão em seu batismo de pista no fim de 2014. O ano está ficando com uma cara muito boa”, concluiu Bruno.

Fotos: Patrick Gosling/McLaren/MF2 - divulgação

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Bruno Senna se envolve em acidente e abandona 6 Horas de São Paulo.


A quebra da suspensão traseira direita do Vantage, originada pela forte batida recebida por uma Ferrari, provocou o abandono de Bruno Senna nas 6 Horas de São Paulo, quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance. A corrida deste domingo em Interlagos estava a ponto de fechar o primeiro terço quando o Porsche conduzido pelo alemão Körg Bergmeister freou forte na curva do Laranjinha para evitar o choque com uma Ferrari da classe AM. Sem espaço, Bruno bateu no Porsche e ainda recebeu o impacto do carro italiano. “Eu estava no lugar errado na hora errada”, comentou Bruno, que largou em 6º e ocupava a quarta colocação entre os modelos GTE Pro, cujo vencedor foi a Ferrari F458 dos italianos Giancarlo Fisichella e Gianmaria Bruni.

A dupla chegou apenas 1,5 segundo à frente do Vantage do alemão Stefan Mücke e do inglês Darren Turner, após uma batalha acirrada na última hora. Entre os protótipos, deu a dobradinha da Audi, com o trio do alemão Andre Lotterer, do francês Benoit Treluyer e do suíço Marcel Fassler completando 235 voltas, com três se vantagem sobre o dinamarquês Tom Kristensen, o francês Loic Duval e o escocês Allan McNish..

Depois da pancada, Bruno ainda se manteve na pista por mais duas voltas. “Nem sei se a Ferrari rodou sozinha ou se alguém deu nela”, disse, decepcionado com o episódio. A caminho do Mergulho, no entanto, perdeu o controle do Aston Martin e saiu da pista. Conseguiu voltar, mas a suspensão arriou. Sem alternativa, estacionou na ampla área de escape que margeia o circuito naquele ponto. "Cheguei a pensar inicialmente que era um pneu furado. Só vi que o problema era mais sério quando a suspensão quebrou de vez", explicou.


A desistência prematura encerrou a primeira participação de Bruno em uma série de turismo depois das três corridas pela Fórmula 1 entre 2010 e 2012. E deixou sem resposta o potencial do Vantage 99, o esportivo da Aston Martin que pilotava em parceria com o inglês Rob Bell. “O carro estava competitivo. Não era o mais veloz, porque sofríamos um pouco nas retas com o excesso de asa traseira. Mas certamente isso traria um prêmio no consumo de pneus e aumentaria nossas chances”, observou.

Bruno disse ainda que as 6 Horas de SP, incluídas pelo segundo ano consecutivo no calendário do Mundial de Endurance, deixaram outra lição que precisará ser entendida nas próximas etapas. “Deu para ver que, mesmo numa corrida de longa duração, largar na frente é importante para escapar de confusões que sempre acontecem, principalmente nas relargadas. Além disso, o safety car ficou tempo demais na pista por causa do acidente com o protótipo da Toyota na Curva do Sol, a Ferrari do Vilander pegou fogo na minha frente, enfim, aconteceu muita coisa”, continuou. “Foi um fim de semana muito difícil”, resumiu.

Nos próximos sábado e domingo, ao lado de Stefan Mücke, do inglês Richard Abra e do australiano Mark Poole, Bruno correrá as 24 Horas de Barcelona pela equipe oficial da Aston Martin. Nesta segunda-feira, contudo, estará em Santiago do Chile atendendo a compromissos promocionais do fabricante britânico, que está comemorando seu centenário em 2013.

Fotos: José Mário Dias/MF2 - divulgação

sábado, 31 de agosto de 2013

Equipe de Bruno Senna domina treinos das 6 Horas de São Paulo.


Os Vantage V8 encabeçaram a folha de tempos da classe GTE Pro nos treinos livres que abriram nesta sexta-feira a programação oficial das 6 Horas de São Paulo, quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance. O alemão Stefan Mucke, que corre em parceria com o inglês Darren Turner, estabeleceu a melhor volta na sessão da tarde ao percorrer os 4.309 metros do Autódromo de Interlagos em 1:33s451. Bruno Senna e Rob Bell completaram a dobradinha da Aston Martin , com a marca de 1:33s873 registrada pelo britânico. Entre os protótipos, o Toyota TS030 - Hybrid da LMP1 do trio Anthony Davidson, Sébastien Buemi e Stéphane Sarrazi ignorou o favoritismo dos Audi R18 e-tron quattro e foi o mais veloz entre os 28 carros das quatro categorias ao cravar 1:21s881 ainda pela manhã.

Na luta para se reaproximar da liderança do campeonato mantida até depois da segunda etapa e perdida em junho com o abandono nas 24 Horas de Le Mans, Bruno voltou aos boxes no final da tarde sentindo que ainda há muito a trabalhar no acerto. A vantagem obtida pelo vizinho de boxes surpreendeu em uma divisão pautada pelo equilíbrio. “Nosso carro estava saindo demais de traseira. Depois de um início até bom, foi piorando volta a volta”, explicou. Foi a primeira experiência de Bruno em série de turismo no traçado paulistano, depois da passagem pela Fórmula 1 nos últimos três anos.

Bruno prevê uma briga dura com Porsche e Ferrari, baseado não apenas no rendimento dos carros nas corridas anteriores como também no primeiro combate entre as marcas no circuito paulistano. “As diferenças têm sido pequenas e aqui, pelo jeito, será da mesma maneira”, afirmou, lembrando os seis décimos entre o mais rápido e o mais lento com as mesmas condições de pneus dos ensaios que abriram a programação nesta manhã, quando enfrentou problemas com os freios e o tráfego antes de ceder o cockpit a Rob Bell.


O Vantage V8 chegou a São Paulo punido pelo regulamento constantemente reavaliado pelos organizadores. O diâmetro do restritor de ar foi reduzido, artifício utilizado para equalizar a performance dos vários modelos da classe GTE Pro, mas Bruno disse que é prematuro estimar a perda em termos de tempo de volta. “Ainda temos muito a trabalhar no carro antes de termos um quadro mais real, o que provavelmente só acontecerá amanhã nos treinos classificatórios”, explicou.

Diferentemente das etapas anteriores, nas quais correu sempre com dois companheiros de equipe, Bruno terá apenas um parceiro. Mesmo reconhecendo que os carros de GT não comportam estilos tão diferentes de pilotagem, admitiu que suas características pessoais podem ajudar a conservar pneus e combustível na corrida deste domingo. “Este será o grande campo de batalha da prova”, antecipou, acrescentando que o retrospecto da Aston Martin em Silverstone, Spa e Le Mans autoriza a expectativa otimista. “Nosso carro tem sido consistente em todas as pistas”.

Neste sábado, os carros das quatro categorias voltam a treinar das 10:20 às 11:20, no último apronto antes das tomadas que decidirão as posições de largada. O qualifying começará às 14:35, com 25 minutos para os modelos GT e um sistema todo particular: o grid será formado de acordo com a média das duas voltas mais rápidas de cada piloto. Os protótipos das classes LMP1 e LMP2 entrarão na pista a partir das 15:10 para uma sessão classificatória com igual duração e formato. Todos os horários são pelo fuso de Brasília.

Fotos: divulgação AMR/MF2